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sábado, 19 de outubro de 2013

Desculpa!

Mas eu tenho dois lados. Um lado meigo, um lado frio. Um lado menina, um lado mulher. Um lado tímido, um lado ousado. Um lado sincero, um lado misterioso. Um lado divertido, um lado irritante. Um lado sexy e um lado inocente, etc e tal.Se você consegue conviver somente com meu lado bom, sinto muito, mas você não sobreviverá ao outro.Tenho dias bons, dias ruins, péssimos ... Tenho mome
ntos em que quero um amor, um amigo, um afago, um ouvinte. Há também os momentos em que eu desejo (minha companhia), minha solidão, minhas opiniões e só!
Isso não quer dizer que lhe abandonei, que conheci alguém mais interessante ou que você serve apenas nas horas em que EU julgar necessário. NÃO! Nada disso.
O fato é que todos nós, independente de estarmos em relacionamentos ou não, precisamos de um espaço que seja nosso. Esvaziar-se é extremamente importante para nossa saúde mental. Nem todos os dias acordamos de bom humor, com vontade de conversar por horas ou fazer sexo loucamente. Às vezes precisamos sair sem rumo, sem hora certa para voltar, sem endereço fixo. E isso não significa desrespeitar o outro, inválida-lo de alguma forma ou descartar. O verdadeiro sentido disso é o seguinte: Sou maduro (a) o suficiente para entender que necessito doar um tempo para mim. Sem denegrir o outro, tomar atitudes das quais eu possa me arrepender ou fazer insanidades que tirem minha credibilidade perante as pessoas que me cercam.
O mal do ser humano é que ele não entende isso. Ou é totalmente dependente de alguém ou embaixador do estilo (forever alone). Calma pessoal! Ei, precisamos de um pouco de empatia, de compreensão do outro. O amor não é abandono, porém passa longe de prisão.
Saiba respeitar o lado não tão bom das pessoas e com toda certeza você conhecerá o lado ÓTIMO delas!

By: Larissa Lunelli 18:03 19/10/2013

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Onde ela está?

Vejo um sorriso amarelo no espelho,
Não há lágrimas nos olhos, foi só um cisco... Havia eu dito, então.
O pensamento está inerte, inebriado.
Há uma fumaça subindo ao alto, é o desespero por alívio.
No copo de vidro, um vinho barato.
Dia de chuva, estou sentada na calçada, as gotas d'água caem sobre mim,
Porém, nenhuma tempestade é capaz de preencher minha alma vazia.
Sinto vontade 
de gritar, ecoar minhas causas sem justiça.
Mas sei que é inútil.
Gostaria de arrumar duas ou três malas,
Sair por ai, abandonar lugares e pessoas.
Me encontrar!
Estou jogada em algum beco, me perdi no compasso da vida.
Tenho fome de sonhos,
Sede de mim.
Meu quarto é o refúgio, as palavras o consolo que conforta.
Sinto-me doente, um rascunho do que já fui um dia.
Faço coisas sem sentido, não vejo sentido em quase nada.
Me jogo na luxúria, no desejos torpes e assim, dou prazer.
E no fundo, àquela não sou eu, eu nem estou ali.
Entro em um personagem, esqueço minhas "bagagens",
Penso somente naquele momento e que estou fazendo algo (excitante),
Ignorar às vezes é a solução mais próxima que encontramos.
Me sinto meio prostituta, uma vil.
Não finjo orgasmos, mas não dou à mim o que eu realmente preciso.
No verdade eu quero uma conversa qualquer, um abraço apertado,
Ouvidos que não julguem, um coração sincero.
Mas retiro de mim estas necessidades,
E a noite acaba em sexo e depois de sozinha, mais um cigarro queimando.
Uma, duas, três horas da madrugada...
Ainda acordada, procurando alguma leitura interessante, uma saída.
Amanhece o dia, nenhuma vontade de levantar da cama.
As horas passam, momento de reagir! Ninguém pode saber o que acontece dentro de mim.
A tarde chega. Mais um cisco no olho, dois ciscos nos olhos.
E quando anoitece, procuro alguém para perguntar: - Como foi o dia?
Se perguntam sobre mim, é sempre a mesma resposta, fria e direta.
- Está tudo bem, tudo bem.
E nessa análise do que vem acontecendo comigo,
Entendo porque os poetas morrem cedo.
Na verdade, muitos morrem aos poucos, ainda em vida.
A morte corporal foi só o estopim.
Todos os dias, um pouco de terra,
Enxada na mão, terra ...
Enxada na mão, terra ...
Buraco fundo, corpo estendido.
Não há forças para mover-se, nem vontades para estar vivo.
Como disse Renato Russo, que entre vocês já não mais está;
- Vem de repente um anjo triste perto de mim,
  E essa febre que não passa,
  E meu sorriso sem graça,
  Não me dê atenção.
  Mas obrigado
  Por pensar em mim.


By: Larissa Lunelli, 14:13 da tarde 17/10/2013 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Confessionário

O silêncio faz barulho quando é de dentro,
Tem dias que dizer nada é falar tanto,
Tanto que até o pouco é muito (...)

Se queres saber minhas verdades,
Não dê total atenção ao que diz minha boca,
Olhe em meus olhos, eles não sabem mentir (...)

Quantas vezes eu disse; - Está tudo bem, estou feliz!
Só para que não perguntem o motivo da tristeza,
E toda minha frieza tem um pouco de dor própria (...)

Tantas vezes eu disse; - Não!
E tudo que eu queria era que você insistisse ...
Em muitas outras, eu só quis que você me entendesse, nada mais (...)

Por trás da minha máscara, existe uma mulher frágil,
Que ainda acha lindo demostrações bobas de afeto,
Gentileza por ternura, não por educação (...)

Vive um oposto dentro dentro de mim,
Tem dias que eu quero liberdade, voo alto!
Outros, eu quero um travesseiro fofo e alguém no meu colchão (...)

Quase sempre controlo meus "impulsos afetivos",
Mas nunca consigo controlar meus desejos,
Beijos e abraços são fáceis, o amor é a parte difícil para mim (...)

E toda minha segurança balança quando o coração vem falar,
Eu afogo meus medos quase sempre num vinho,
De repente estou nua por fora, mas cheia de armaduras por dentro (...)

Ainda tenho necessidades bobas, vontades simples que ignoro,
Gosto de jogar conversa fora, rir, sair sem planos, amar sem fazer amor.
Mas hoje é difícil, não encontramos nem amigos e nem amor verdadeiro (...)

Nos acostumamos com vazios,
Vazios que nada e nem ninguém preenchem,
No fundo, queremos segurança, mas como?

Se nos roubaram o dia, a maior parte da semana ...
E restam apenas as noites, a sexta-feira e no domingo já estamos entediados.
O que sobrou? O domingão do Faustão, a ressaca de amor que a bebida não curou (...)

Segunda-feira bate o desânimo. Mas não é porque você precisa trabalhar.
E sim por ela te lembrar que a vida continua a mesma, os problemas estão ali, nada mudou. Não há expectativa de recomeços.
A mídia, o mundo, a "diversão", lhe dá uma dose de falsa alegria em dois dias da semana, para outros, apenas na primeira semana do mês. É só (...)

Vivemos de alívios parcelados, nunca de soluções reais.
E quando chegamos da festa e a noite não é mais uma criança,
Essa criança chora dentro de nós, os móveis no mesmo lugar, a cabeça longe e perdida (...)

Nos unimos no Natal,
Temos esperanças no ano novo,
E rimos no carnaval (...)

Porém, o ANO NOVO nunca chega,
É sempre mais do mesmo,
Uma dose mais forte para controlar a solidão (...)

Somos idiotas, peças jogadas no mundo virtual,
Somos cartas fáceis no jogo do interesse,
Somos o que sustenta a maldade, o capital (...)

Tudo o que somos é um nada,
Lutamos por atenção, por verdades, dignidade ...
Mas seguimos vivendo de migalhas de momentos (...)

Contando os feriados no calendário,
Esperando o aumento do sindicato,
O amor que nunca encontramos no pate-papo (...)

Somos vítimas de nós,
Somos o que devemos ser,
Mas nunca o que realmente somos (...)


http://www.youtube.com/watch?v=75wrC55F_0A&hd=1

By: Larissa Lunelli 13/10/2013 23:40 da noite