A última porta
Bati em sua porta,
Te tomei pela mão,
E desejei que você fosse o último,
Tanto quanto quis o primeiro...
Te pintei num romance perfeito,
Imaginei você meu príncipe no meio de todos aqueles sapos!
Pensei que fosse
diferente,
Nosso retrato sem borrões,
Nenhuma parte da história para esquecer,
Nenhum sentimento desigual.
Mas esses meus amores,
Ele sempre vem e vão.
Sempre espero que o próximo seja o “certo”,
E essa alma gêmea,
Ah! Ela nunca vem!
Nosso filme ainda não acabou,
E eu já vejo a última cena...
Aquele tchau querendo ficar,
O vidro embaçado,
E muitas noites mal dormidas,
Pelo menos, de minha parte.
Acho que eu continuarei sendo essa incógnita
A mulher perfeita e sempre, insuficiente.
Ora muito louca, ora muito normal...
Muito para dividir tudo com alguém.
Já vou me acostumando com as tempestades,
Algumas deixam mais estragos que as outras,
Mas todas sem exceção, deixam duras marcas.
É isso que elas tem em comum.
E quer saber, ninguém precisa entender esse meu jeito...
Eu abro uma Coca-Cola e vou vivendo,
De tempos em tempos,
Eu me acostumo com essa solidão mesmo à dois.
Eu e você, mas só,
Por enquanto...
Fecho a porta.
Adeus!