Andei, andei e por muito tempo sozinha;
Numa dessas estradas vazias,
Na mais solitária de todas, te achei...
Digo que achei, porque sempre o procurei,
Só não sabia que você era exatamente o que eu queria,
Só não entendia como poderia eu, amar tanto alguém...
Dizem alguns que me acostumei,
Mas acredito mesmo que sempre o almejei,
Esse meu mundo tão bagunçado, estava sem ti, sem lei...
E se amanhece o dia e não te encontro,
Passo a tarde, pensando em como fazer o retorno,
Em como trazer o pensamento pra junto do corpo...
E tudo que você me dá é muito, mas não é o bastante,
Não por ti, mas por mim; sou novata, aspirante,
Não aprendi como querer pouco de alguém com coração gigante...
Ensina-me a dividir-te ou te roubo,
Te levo pra sempre, de escondo,
Te cravo na minha pele e não arranco...
Não sei fazer diferente,
Não sei separar meu eu do seu,
Porque eu não seria sem antes você ser.
