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sábado, 4 de maio de 2013



Doce Engano


Use suas melhores palavras,

Embale seus versos junto a paixão.
Reescreva suas histórias,
Tente apagar os antigos poemas.
O que escreveste no passado,
Ouvi dizer; - Era criatividade...
Que coisa louca, que estranho!
Assim, é mais fácil aceitar o fim.
Dizer a si mesmo que não foi amor,
Que nunca o conheceste...
É, uma coisa percebo melhor hoje.
Estás sendo criativo neste momento,
Quando diz que não me amou.
Mas, sei que tens procurado meus olhos,
Neste outro alguém.
E que no fundo, em seu mais íntimo,
Você queria é estar comigo.

>>http://www.youtube.com/watch?v=Rx71CYaptN0<<


By: Larissa Lunelli


Aquela Menina, Sou eu


Eu sou a mesma que você conheceu.
No fundo aquela menina ainda vive em mim,
Por mais que eu tente matá-la todos os dias,
Querendo não sofrer, tentando não lembrar...
Bem no fim, o que sou é ela.
Passei um tempo tentando eliminá-la,
Achei que assim, seria mais fácil,
Eu aprenderia a ser forte,
E me distanciaria de quem amava,
Pois estava decepcionada com a vida.
E tudo que fiz foi criar escudos,
Um atrás do outro,
Personas que acabacem com essa personalidade,
Com essa menina que estava desiludida
Pelos planos frustados, pelos sonhos ao chão,
Porém não tive sucesso algum!
Minha essência gritou mais alto,
Cansou de tentar esconder-se,
De negar a existência.
Mais uma vez, depois de ti,
Deixei que ela aflorasse novamente.
E o que recebi?
Uma dose sem fim de incompreensão,
A falta, a perda do chão...
Uma coleção de dores para superar,
Um coração apertadinho, machucado.
Essa menina que encanta,
Me leva a sonhar com possibilidades,
Exageros sem fim!
Essa menina de sorriso sincero,
Essa menina que não quer enganar,
Que não sabe ferir sem ferir-se,
Me deixou tantas cicatrizes...
Que faço de conta que não existe,
Só para eu não recordar-me que,
Não posso ser hoje
Metade do que fui um dia,
Porque a outra metade,
Nem está aqui.


By: Larissa Lunelli

terça-feira, 30 de abril de 2013

Tempo Amigo e Inimigo


E no fundo, sei que  vai passar.. Vai ficar tudo bem.

Eu vou juntando os pedacinhos, um à um, dia após dia...
Fazendo das minhas fraquezas de hoje, o que me fará forte amanhã.
Eu dei o meu melhor, só não soube dar a quem reconhecesse...
Mas minha mente está tranquila, pois fui (eu) o tempo todo.
Eu soube repartir, doar, compartilhar tudo.. Até as tristezas!
E mesmo assim, não fui o suficiente para você.
Porém, fui tudo o que há em mim.
Não fui metade,
Eu era um inteiro,
Um inteiro que nem assim te completou..
E que culpa eu tenho?!
Não posso me condenar,
Nem devo!
É como as estrelas...Elas brilham todas as noites,
Às vezes o céu não nos deixa ver seu brilho,
E também muitas vezes, não olhamos para o céu...
Mas elas continuam lá,
Brilhando, absolutas e sempre as mesmas,
Iluminando a escuridão desse vasto universo.
E assim como elas,
Eu estive aqui durante muito tempo,
Esperando que você olhasse para mim...
Então, um dia veio uma nuvem, ou melhor, várias nuvens!
E eu não pude mais brilhar em teu céu.
Agora é inútil olhar para o alto, entende?
Você só verá o rastro que o passado deixou.
E nem por isso, eu vou deixar de ser luz...
Apenas iluminarei a quem me deixar brilhar.
É improvável que qualquer palavra tenha efeito maior que atos,
Mesmo assim, eu queria poder apagar suas atitudes,
Guardar apenas o que de bom você disse,
Porém não posso ignorar a ferida que isto me causou.
É de fato, um caminho sem volta.
É como as águas de um rio,
Elas passam uma única vez em mesmo lugar.
Como assim? O rio deixa de fluir?
Não, jamais...
Apenas, já são outras águas,
Pois elas não voltam,
Seguem sempre seu curso adiante,
Até que deságuem no mar.
Toda vez que alguém bebe a água de um rio,
Ou mesmo as observa,
Vê sempre algo novo,
Pois já não é a mesma água que passou a segundos atrás.
Pode ter igual gosto, aparência...
Mas, é outra.
E assim conosco agora é.
Depois de tudo,
Não podemos mais ser o que um dia fomos.
As águas deste rio não secaram, mas mudaram e muito.
Passaram, correram para longe...
Estão indo de encontro ao mar.


By: Larissa Lunelli 

domingo, 28 de abril de 2013

Liberdade para Amar     

Por favor, um pouco de liberdade para esta gente... Um pouco de amor sincero, uma dose de empatia.
Menos palavras, bem menos! Não precisamos delas se não condizem com a realidade. O mundo por si só nos engana, será que teremos de viver desconfiados de qualquer um que nos diz: - Eu te amo?
Ei! O amor não dura um dia, uma semana, um mês... O amor respeita o ser amado mesmo que ele esteja a milhas de distância, o amor quer sempre o que for melhor para quem se ama. O amor não alimenta vaidade, egoísmos, não coleciona mentiras, listas de ex-parceiros de uma noite à toa. 
O amor compreende o que é aceitável e justo, pois o amor próprio também deve existir, aliás acima de qualquer outro. Porém, vemos uma distorção de valores... As pessoas já não amam a si próprias, como também não sabem amar verdadeiramente o próximo. Há um jogo de interesses, de posse por caprichos, ilusões diversas, todos jogados debaixo do tapete. Alimentamos a falsidade com um belo sorriso mascarado, com poemas de amor vazios, com a sensação errônea de que realmente conhecemos o sentimento do amor.
Não digo que o amor só é real quando é eterno. Muitas vezes os relacionamentos acabam, mas o amor prevalece. Ganha outros trejeitos, modifica-se para uma outra forma de amor, porém ainda existe. A vida também se encarrega de separar corpos, mas jamais distância almas que estão de fato ligadas.
Quero no fundo dizer que, se você diz a alguém que o ama, respeite suas palavras. Não jogue elas ao vento, não deixe cair no descrédito, na banalidade. Todos temos o direito de errar, assim como eu também já errei um dia. Mas, tenho certeza que não é preciso cometer o mesmo deslize para perceber o estrago que ele causa.
Portanto, seja honesto, digno. Deixe o amor livre, não precisamos prendê-lo em nossa mediocridade. Senão o conheces, não o chame pelo nome. Pois ele pode pousar no coração de alguém que lhe quer muito bem, e assim que tu arrancares este sentimento, ficará um vazio em seu lugar. Causará uma falha, uma ferida e ela não fecha tão facilmente... Ficamos desacreditados da vida, das pessoas e ao mesmo tempo, continuamos olhando ao redor, procurando este tal "amor". Tentando suprir a falta do desconhecido, a necessidade de ser feliz.