Liberdade para Amar
Por favor, um pouco de liberdade para esta gente... Um pouco de amor sincero, uma dose de empatia.
Menos palavras, bem menos! Não precisamos delas se não condizem com a realidade. O mundo por si só nos engana, será que teremos de viver desconfiados de qualquer um que nos diz: - Eu te amo?
Ei! O amor não dura um dia, uma semana, um mês... O amor respeita o ser amado mesmo que ele esteja a milhas de distância, o amor quer sempre o que for melhor para quem se ama. O amor não alimenta vaidade, egoísmos, não coleciona mentiras, listas de ex-parceiros de uma noite à toa.
O amor compreende o que é aceitável e justo, pois o amor próprio também deve existir, aliás acima de qualquer outro. Porém, vemos uma distorção de valores... As pessoas já não amam a si próprias, como também não sabem amar verdadeiramente o próximo. Há um jogo de interesses, de posse por caprichos, ilusões diversas, todos jogados debaixo do tapete. Alimentamos a falsidade com um belo sorriso mascarado, com poemas de amor vazios, com a sensação errônea de que realmente conhecemos o sentimento do amor.
Não digo que o amor só é real quando é eterno. Muitas vezes os relacionamentos acabam, mas o amor prevalece. Ganha outros trejeitos, modifica-se para uma outra forma de amor, porém ainda existe. A vida também se encarrega de separar corpos, mas jamais distância almas que estão de fato ligadas.
Quero no fundo dizer que, se você diz a alguém que o ama, respeite suas palavras. Não jogue elas ao vento, não deixe cair no descrédito, na banalidade. Todos temos o direito de errar, assim como eu também já errei um dia. Mas, tenho certeza que não é preciso cometer o mesmo deslize para perceber o estrago que ele causa.
Portanto, seja honesto, digno. Deixe o amor livre, não precisamos prendê-lo em nossa mediocridade. Senão o conheces, não o chame pelo nome. Pois ele pode pousar no coração de alguém que lhe quer muito bem, e assim que tu arrancares este sentimento, ficará um vazio em seu lugar. Causará uma falha, uma ferida e ela não fecha tão facilmente... Ficamos desacreditados da vida, das pessoas e ao mesmo tempo, continuamos olhando ao redor, procurando este tal "amor". Tentando suprir a falta do desconhecido, a necessidade de ser feliz.
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