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domingo, 19 de julho de 2020

Nem feliz, nem triste. Apenas suportando.

Voltando a escrever... Estou voltando a tentar comunicar comigo mesma e entender tudo que se passa na minha mente barulhenta. Neste tempo todo, só Deus sabe quantas coisas eu tentei engolir. Fingir que não era comigo. > Que tudo estava bem. Mas não estava. Faz tempo. Este sentimento que guardo comigo é tão estranho. É um sentimento de tanto faz, tanto fez. É frio, indiferente e solitário. É daqueles que não esperam mais muita coisa da vida. É do tipo que se acostumou a resolver seus medos sozinho. Ele não tem um motivo único, nem aparece todos os dias da mesma forma. Seus gatilhos são imensos. As vezes graves e notórios e outras vezes, sutis como uma pena. Rasteiros como uma cobra, silenciosa e venenosa! Tem dias que começam na euforia, na risada solta e espontânea. Depois se misturam como um humor ácido, pouca ou quase nenhuma paciência... Irritabilidade, cansaço, frustração, decepção, inconformismo, raiva, tristeza, cansaço, tristeza profunda, choro, cansaço, choro, tristeza, sono. Depois de dormir e acordar, o mesmo cansaço. O dia parece tão pesado, Tão longo, Sufocante e sugador. É como se eu fosse uma pilha, impossível de ser recarregada. Toda bateria se foi. Estes são os mil sentimentos que vivencio muitas vezes em um único dia. Colocando eles à parte, temos os sintomas físicos. Confusos e conflitantes. Peito dolorido, apertadinho, doído como quem vai enfartar. Batimentos acelerados demais, Falta de ar em dias mais críticos. Pernas inquietas, Dificuldade de concentração, Impaciência, Agitação, Dores de cabeça, Frio, Tremores em dias mais difíceis, Cansaço demasiado (sim, ele está aqui novamente). Sono, sono constante. Entre outras coisas, mas essas são as mais comuns e talvez, as mais complicadas de lidar. Mil pensamentos, Preocupações recorrentes, Medo de estar sozinha, Mas uma frequente solidão. Talvez você não entenda, Muita gente não compreende ou compreendeu quando eu disse: - Não estou bem! Eu sei, não é fácil de entender. Eu sei que pareço forte. Eu vendi bem essa imagem para você e para um monte de gente que continua acreditando nela. Eu sei que pareço até fria algumas vezes, racional e decidida. Mas, não. Eu não sou este muro. Deu tudo errado. Aliás, este muro caiu há muito tempo. Ele não resistiu ao peso do meu coração. Por: Larissa Lunelli, 13:11 - domingo de confessionário.