Pedaço de gente,
Retrato quebrado,
Face desfigurada,
Coração parado.
Abriu-se a porta,
Um entre e sai,
Uma multidão...
Ela olhou,
Esquerda e direita,
Ninguém viu,
Ninguém sabia...
Pobre moça,
Sozinha, sozinha!
Quarto de hospital,
Sempre tão igual,
Lágrimas corriam.
Chorava mãe,
O pai e irmão,
Médico e enfermeira,
Tentando o reanimo,
E nada.. tic-tac e nada...
Na UTI o desanimo,
Alguns segundos,
Muitas horas ...
Caiu por completo,
Esvaiu-se os batimentos,
O oxigênio, a pulsação.
E a moça olhava,
Queria voltar,
Não podia..
Veio um anjo,
Agarrou sua mão.
Da terra partiu,
Dor deixou,
A falta que fazia,
Tempo algum,
Jamais curou.

Morremos quando assim queremos, pois mesmo que algo ou alguem tenha-nos em mãos ou afim de nos matar, ainda subentende-se que morremos como quisermos, tudo uma questão de obeservação e prudencia. Pode até existir falta de sorte, mas de mesmo modo morrer não seria mais sorte que viver uma vida miserável por falta dela ?
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