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terça-feira, 20 de março de 2012

Meus escritos, muitos deles para você. E entre lembranças e pedaços de papel rabiscados, fica entre linhas tortas nossa confusa história.Recheada de idas e vindas, lágrimas e um amor sufocado. 
Nadamos desesperados, com medo de acabarmos engolidos pelas ondas, pelo frio cortante. Queriamos chegar no conforto de uma praia, no sossego do entrelaçar de nossos braços. Desejamos a liberdade para amar, aquela que não tinhamos.
Aprendemos na fraqueza o que significava ser forte. Cada dia juntos era mais um dia de alívio, afinal até o momento permaneciamos lado a lado. Mas amanhã, ninguém sabia o que seria, de onde viria a lança que iria nos atingir de modo fatal.
Caminhamos, passamos por longos desertos e tudo em nome daquilo que chamam de amor. Era uma necessidade extrema, um querer forte de mais para ser ignorado. Era apego, saudade, vontade, sacrifício, desejo, paixão, tudo junto, nosso pequeno agridoce. Um bálsamo feito de espinhos e flores.
Se pudessemos cortar de vez esse laço que nos unia, se conseguissemos desfazer a ponte que nos ligava, se tivessemos o poder de apagar nossos sentimentos mais profundos. Talvez, teriamos encontrado a felicidade em outro alguém... mas quem?!
Eu pergunto-me: - Em qual jardim cultivariamos uma flor tão delicada e tão rara? Que terra seria fértil o bastante para suportar tanto amor e mesmo assim, não tornar o solo seco, o coração inabitável...

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