Até um tempo atrás, eu acreditava que ser adulta resolveria boa parte dos meus problemas.
Cheguei então na tão esperada maior idade e nada mudou. Quer dizer, algumas sim, as responsabilidades ganham maior peso, de certa forma somos julgados de maneira mais árdua e impiedosa pelos nosso erros. Mas, aniquilando este pobre detalhe, não vejo grandes novidades.
Descobri que mesmo que você queira ser imparcial e dizer que não tem nada haver, mesmo que no fundo queira cair e levantar-se sozinha, nós sempre acabamos carregando o peso que as pessoas a nossa volta exercem sobre nossa vidas, principalmente se amamos elas.
É difícil lidar com isso, concluí que só mesmo abandonando tudo e todos de uma só vez. Porém por burrice ou medo de ferir, tentamos prolongar a situação, sangramos para não fazer sangrar mais pessoas.
E ai, temos nossas vidas, mas não à temos. Assim eu estou, brincando de viver. Olhando para tudo a minha volta como um turista olha seu novo roteiro de visita. Ele tenta entender uma rota que não conhece e ao mesmo tempo, ela lhe parece tão necessária.
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