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terça-feira, 5 de julho de 2016

Minha máquina

Carrego uma pressa de vida em mim.
Começo o mês pensando em como será seu fim,
Entra ano e sai ano e eu aqui sempre cheia de planos!
Há uma ansiedade presente,
Tudo ganha urgência!
Sinto-me quase que sem freios,
Uma máquina que já não dá conta de tanta coisa por produzir...
Me perco em ideias,
Pensamentos mil.
Sonhos e mais sonhos,
Todos são desejos que não permitem espera!
As vezes penso se a menina que mora em mim dá conta dessa mulher...
Ela é  tão forte, independente, corajosa.
Seu sobrenome é audácia!
Embora a inocência presente,
É a menina que puxa a mulher para a "terra".
É ela que coloca os pés impetulantes desta mulher bem firmes, grudadinhos no chão...
Porque se deixar, ah se deixar! Ela some, ela voa!
Ela muda de país,
De profissão,
Aprende outro idioma,
Se muda pro Japão!
Saí sexta de casa e volta na segunda,
Jura amor próprio,
Sucesso e satisfação!
Tudo para seu ego, seu patrão.
É por isto que a menina vive,
Ora uma fala mais alto,
Ora outra baixa a orelha..
É sempre está máquina trabalhando em conjunto,
Revezamento,
Ou numa disputa, sempre no meio à meio!




Ass: Larissa Lunelli

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Sobre o dia 12 de Outubro.


Hoje estou triste...
Talvez, poderia ter sido uma data festiva, mas datas festivas não gostam de mim.
Tenho um certo receio de comemorar coisas boas da vida,
Acho que é porque de alguma maneira elas sempre escapam de mim.
Não me sinto segura quando tudo parece ir muito bem.
Pois de algum jeito, a vida prepara alguns tombos para mim.

Alguns dizem que eu sou neurótica,
Eu diria que já criei minha armadura conta tragédias e desilusões.
Nada até aqui foi fácil e por que agora seria?
Engane-se quem acredita que a vida é generosa!
Ela na verdade, não é fácil para ninguém.
Nem para os vivos e nem aos mortos!

Estamos em meio à um jogo de faz de conta.
Faz de conta que tudo vai bem.
Faz de conta que você se sente feliz, bem sucedido (a), seguro (a) e amado (a).
E quando fecham-se as cortinas, nós é que sabemos o desespero que vem.
Afinal, é mais fácil chorar quando ninguém o vê!
Lágrimas quase sempre são incompreendidas por quem as enxergam do lado de fora.

Mas hoje não fingirei minha tristeza.
Simplesmente não consigo.
Quem sabe algumas datas deveriam ser menos importantes do que parecem para mim...
Talvez eu devesse mesmo deixar pra lá.
Porém, sou um ser inconformado com o comum e banal.
Habita em mim uma droga que deseja tudo em volume máximo!

Se quiseres me ouvir, tudo bem.
Se desejares ignorar, está ok também.
Afogarei este mal entendido com álcool em garrafa.
Ouço agora uma boa música.
Minha mente voa,,,
Voa,,,
Voa...


By.: Larissa Lunelli, às 22:31, sozinhas com as letras.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

É inverno. Chegada do frio.
Estação namorada do vazio.
Daqueles que não se aquecem, mas se perdem.
Mil pensamentos que se desencontram.
Sempre estacionam na mesma lembrança...
Parecida com a saudade que a gente tem da infância.

Acho que a pior certeza é a de não ter certeza alguma,
Eu sei que a vida demora a desdobrar suas ciladas,
E deste aprendizado guardei várias lágrimas.
Outras, não deixei cair.
Devo me sentir mais forte desde a última queda.
Certas coisas não se pode entender, mas muitas supera-se!
Da fragilidade pela tua falta, espero estar livre.

Pois é fato, de estação à estação, chega-se ao sol.

Por: Larissa Lunelli em 03/07/2015 às 18:59 hrs


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

(...)

Agora eu vejo você em pé com folhas secas em volta e neve em seu cabelo
Agora nós estamos sorrindo pela janela do rústico hotel sobre a praça Washington
Nossa respiração vem em nuvens brancas, se mistura e paira no ar
Falando só para mim que nós dois poderíamos ter morrido lá e naquele momento

Agora você está me dizendo que você não está com saudades
Então me dê outra palavra para isso
Você era tão boa com palavras
E em deixar as coisas vagas

Pois eu preciso daquelas coisas vagas novamente
Tudo isso volta claramente, sim, eu te amo
E se você está me oferecendo diamantes e ferrugem, eu já paguei

Mas nós sabemos o que as memórias podem trazer
Elas trazem diamantes e ferrugem
Sim nós sabemos o que as memórias podem trazer
Elas trazem diamantes e ferrugem

Diamantes, diamantes e ferrugem
Diamantes, diamantes e ferrugem
Diamantes, diamantes e ferrugem
Diamantes, diamantes e ferrugem

Judas Priest 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Mais de Mim

Você me olha como se não pudesse entender,
Me sinto um enigma em sua cabeça (...)
De alguma forma, a maior parte das minhas atitudes,
Parece irracional para você,
Você não pode compreender minha mente,
Você desconhece o que eu carrego em meu coração.
Eu me sinto uma completa desconhecida para você.

No fundo, eu só queria que o dia terminasse bem (...)

O horizonte mais bonito,
É tão longe de onde estou (...)
O dia está tão quente e vibrante,
E eu continuo aqui, na escuridão deste vazio.
Não há quem me acompanhe (...)
Eu sinto vontade de gritar!
Você não pode compreender,
É torturante!
É uma falta de um não sei o quê ,
Misturado com uma fissura por isolamento.

No fundo, eu só queria que o dia terminasse bem (...)

Acho que você nunca vai descobrir,
O quanto é difícil ser eu!
E hoje, não há com quem falar (...)
Só silêncio perdido,
Talvez uma música triste de fundo.
Sua paciência não é suficiente baby,
Porque você precisa é me conhecer (...)
Então, você entenderia que minha frieza é só casca.
Na verdade, sou mais frágil que um cristal.
Tudo bem, não é sua obrigação saber (...)
Não é.
Só queria que tu soubesse que (...)

No fundo, eu só queria que o dia terminasse bem.

Porém infelizmente, não foi assim.

By: Larissa Lunelli 11/01/14 às 23:09

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

 
 
#minhadescriçãoem3,2,1...
 
 
 
 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Decidi que não vou desejar Feliz Natal, Feliz Ano à ninguém!
Não vou ligar, mandar mensagem, deixar recadinhos nas redes sócias ...
Não, eu não uso Whatsapp ou como uns gostam de chamar,"whatss"!
Minha integração social acontece mais em minha mente e ocasiões triviais do dia à dia.
Não tenho paciência para superficialidades, bons modos e coisa e tal.
Sou muito direta, muito concisa no que penso e faço.
Eis um grande defeito, afinal o mundo não está disposto a ouvir verdades.
As pessoas gostam de se camuflar, e os outros gostam de fingir que acreditam!

Na maior parte do tempo, me sinto como alguém à parte ...
É como se eu não estivesse realmente presente nos ambientes onde necessito conviver.
Ouço as pessoas falando, vejo-as tomando atitudes e não concordo com nada.
Até ai, tudo bem. Não é preciso aprovação para agir... algumas vezes, é claro.
Porém, me sinto como se nada se parecesse comigo, não encontro identificação.
Observo aqui, ali ... Participo dos diálogos. Visto a capa da miss simpatia.
Mas no fundo, nada daquilo sou eu.

Não há como me mostrar. Caso o fizesse, seria como água e óleo. Heterogêneos!
Já pensei tantas vezes em participar do mundo da massa ...
Mas meu senso crítico, analítico das coisas, ruge como um leão enjaulado.
Triste assim, mas pura realidade.
Me sinto alguém profunda demais, tentando viver em poças d'água.
Esta minha "falta de gente", faz com que eu me encante por poucos.
Ai, eu pulo de braços apertos (num sei onde, nem porquê).
Ao fim, acabo machucada. Tentativa número mil frustada!
Se para mim, interagir com muitos é difícil, com um só se torna vício. Loucura.

A verdade é que eu procuro o máximo das sensações, das emoções, do tudo!
Porém, as pessoas não estão dispostas à isso.
Deve ser complicado entender pessoas como eu.
Que precisam desta dose de adrenalina, que necessitem ser AMADAS em maiúsculo ...
Que amam poucos, mas AMAM demais ...
Que buscam a verdade total,
O oito ou oitenta.
Que não se contentam com um talvez ou não sei, quem sabe (...)
Sou uma sugadora. Não suporto dúvidas. Elas me torturam.

Então gente, não vou felicitar ninguém...
Para ser sincera, eu nem sei como foi ou será o seu fim/começo de ano.
Não vou fazer como seu parente que não sabe nada sobre você, nem procura saber...
E nessas datas vem repletos de palavras prontas (desejando felicidades e blá, blá, blá)
Ou o camarada que tenta de ferrar o ano todo no trabalho, na vida ... e ....
Chegando está data, ele virá a pessoa mais generosa e arrependida do mundo! Que coisa, hein!
Não, eu não sou rancorosa... Não estou dizendo que você não deve perdoar.
Só estou falando, que eu espero que a hipocrisia passe bem longe da minha porta.
Porque se passar na frente, eu dou com a porta na cara dela!



HoUhOUhouHoU!

domingo, 16 de novembro de 2014

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O quê de você ficou

A gente tinha tudo para dar certo. Acho que confiar nisso tenha sido nosso maior erro...
Nós éramos tão parecidos. Gostávamos das mesmas coisas, nos entendíamos em quase tudo.
Até nos defeitos havia um certo encaixa.
O silêncio no momento de tristeza.
O orgulho falando alto!
O ar de frieza, escondendo um coração enorme.
A impulsividade na hora da raiva.
A necessidade de isolamento.
O pensamento excêntrico.
O medo do amor (...)
Esse medo que nos fazia tão relutantes para se entregar - mesmo que por dentro, ele já tivesse nos consumido.
A vida já havia nos distanciado anos antes, então em um certo ponto, ela nos reaproximou.
Não sei dizer se foi a hora errada, ou se esse tal destino não queria a gente junto.
Eu só sei dizer que, nós falhamos.
Falta de maturidade, medos, ansiedade, pouco conhecimento próprio, sei lá. Nossa missão terminou numa manhã sem graça.
Cada um juntou seu último fio de esperança e tocou a vida pra frente...
Somos tão homogêneos que escolhemos um presente parecido. Bem parecido!
E mesmo que em quase noventa por cento do tempo eu me sinta satisfeita; ainda carrego uma estranheza dentro de mim.
É como se entre nós tivesse ficado algo inacabado. E bem, eu não tenho muita certeza sobre o futuro que construo agora.
É, estas mesmas dúvidas que um dia, nos afogaram. Tenho temor delas. Porém, elas ainda não me deixaram.
Às vezes, penso em como você está. Ainda procuro saber sobre a sua vida.
Só para eu ter a certeza de que você já me superou, e que hoje, tudo está da forma que deveria ser.
Pra te falar a verdade, eu nunca mais joguei aquelas partidas de sinuca de sexta à noite.
Elas não teriam a mesma graça.
Ninguém mais rouba comida do meu prato com aquele olhar sarcástico, tão seu...
Também não houve mais longas conversas embaladas a vinho barato, num beco qualquer.
Não senti mais "ódio" da palavra (sxhúúcooO), que por sinal, você pronunciava desta maneira infantil. Nunca mais à ouvi...
E por fim, dentre tantas outras coisas... Eu só posso dizer que, vivi todas elas apenas com você. Somente contigo.
Ainda tenho uma, mentira... duas fotos suas. E sinceramente, espero que você ainda mantenha aquele sorriso lindo!
Não esqueci seu telefone.
Mas jamais me atreveria a revirar esta estória.
Me contento em tê-la na mente, e vez ou outra folheá-la, procurando em que parte iniciamos seu fim.
E que nesta nova fase da vida, nos brindemos aos recomeços com alegria!
E que eles sejam mais felizes que o nosso sempre, tchau.

terça-feira, 26 de agosto de 2014


A última porta


Bati em sua porta,

Te tomei pela mão,

E desejei que você fosse o último,

Tanto quanto quis o primeiro...

Te pintei num romance perfeito,

Imaginei você meu príncipe no meio de todos aqueles sapos!

Pensei que fosse
diferente,

Nosso retrato sem borrões,

Nenhuma parte da história para esquecer,

Nenhum sentimento desigual.

Mas esses meus amores,

Ele sempre vem e vão.

Sempre espero que o próximo seja o “certo”,

E essa alma gêmea,

Ah! Ela nunca vem!
Nosso filme ainda não acabou,
E eu já vejo a última cena...
Aquele tchau querendo ficar,
O vidro embaçado,
E muitas noites mal dormidas,
Pelo menos, de minha parte.
 
Acho que eu continuarei sendo essa incógnita


A mulher perfeita e sempre, insuficiente.

Ora muito louca, ora muito normal...

Muito para dividir tudo com alguém.
Já vou me acostumando com as tempestades,
Algumas deixam mais estragos que as outras,
Mas todas sem exceção, deixam duras marcas.
É isso que elas tem em comum.
E quer saber, ninguém precisa entender esse meu jeito...
Eu abro uma Coca-Cola e vou vivendo,
De tempos em tempos,
Eu me acostumo com essa solidão mesmo à dois.
Eu e você, mas só,
Por enquanto...

Fecho a porta.
 

Adeus!