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terça-feira, 5 de julho de 2016

Minha máquina

Carrego uma pressa de vida em mim.
Começo o mês pensando em como será seu fim,
Entra ano e sai ano e eu aqui sempre cheia de planos!
Há uma ansiedade presente,
Tudo ganha urgência!
Sinto-me quase que sem freios,
Uma máquina que já não dá conta de tanta coisa por produzir...
Me perco em ideias,
Pensamentos mil.
Sonhos e mais sonhos,
Todos são desejos que não permitem espera!
As vezes penso se a menina que mora em mim dá conta dessa mulher...
Ela é  tão forte, independente, corajosa.
Seu sobrenome é audácia!
Embora a inocência presente,
É a menina que puxa a mulher para a "terra".
É ela que coloca os pés impetulantes desta mulher bem firmes, grudadinhos no chão...
Porque se deixar, ah se deixar! Ela some, ela voa!
Ela muda de país,
De profissão,
Aprende outro idioma,
Se muda pro Japão!
Saí sexta de casa e volta na segunda,
Jura amor próprio,
Sucesso e satisfação!
Tudo para seu ego, seu patrão.
É por isto que a menina vive,
Ora uma fala mais alto,
Ora outra baixa a orelha..
É sempre está máquina trabalhando em conjunto,
Revezamento,
Ou numa disputa, sempre no meio à meio!




Ass: Larissa Lunelli

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