Aquela Menina, Sou eu
Eu sou a mesma que você conheceu.
No fundo aquela menina ainda vive em mim,
Por mais que eu tente matá-la todos os dias,
Querendo não sofrer, tentando não lembrar...
Bem no fim, o que sou é ela.
Passei um tempo tentando eliminá-la,
Achei que assim, seria mais fácil,
Eu aprenderia a ser forte,
E me distanciaria de quem amava,
Pois estava decepcionada com a vida.
E tudo que fiz foi criar escudos,
Um atrás do outro,
Personas que acabacem com essa personalidade,
Com essa menina que estava desiludida
Pelos planos frustados, pelos sonhos ao chão,
Porém não tive sucesso algum!
Minha essência gritou mais alto,
Cansou de tentar esconder-se,
De negar a existência.
Mais uma vez, depois de ti,
Deixei que ela aflorasse novamente.
E o que recebi?
Uma dose sem fim de incompreensão,
A falta, a perda do chão...
Uma coleção de dores para superar,
Um coração apertadinho, machucado.
Essa menina que encanta,
Me leva a sonhar com possibilidades,
Exageros sem fim!
Essa menina de sorriso sincero,
Essa menina que não quer enganar,
Que não sabe ferir sem ferir-se,
Me deixou tantas cicatrizes...
Que faço de conta que não existe,
Só para eu não recordar-me que,
Não posso ser hoje
Metade do que fui um dia,
Porque a outra metade,
Nem está aqui.
By: Larissa Lunelli