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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A indiferença

Eu costumo esperar das pessoas que amo o mesmo nível de atenção que um filho pequenino exige de sua mãe. Mas me esqueço que não sou criança, não posso chorar, espernear e gritar. Não posso obrigar ninguém a me enxergar. Minhas queixas são silenciadas. Visto o rótulo adulto 
auto-suficiente buscando o (independence day) dos braços que não abraçam, das desculpas que não chegam, da falta de afeto genuíno, do tato para sentir a alma do outro.
Infelizmente ou felizmente, me parece que quanto mais aprendemos, menos evoluímos. Uma criança sem formação intelectual, linguística, motora e corporal consegue fazer-se entender por instinto e geralmente, obtém o que lhe falta... Nós humanos "perfeitos" e completos, mal conseguimos compreender as necessidades daqueles que dizemos amar sobre todas as coisas, quem dera daquele "próximo" tão distante...
É fato que há muito mais cegos, surdos e mudos que as pesquisas sobre especiais não conseguiram quantificar.

By: Larissa Lunelli

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