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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Expectativas Contrárias 




Estranhos estes olhos teus, me fitam de maneira tão envolvente. São eles tão íntimos, tão desconhecidos (...)

Você vem e bagunça meu mundo. Me arranca o que ainda sobrou; meu orgulho!

Você diz o quanto errou e admiti que eu sempre fui e serei o teu grande amor (...)

Ei, meu bem.. Por que você agiu daquela maneira?!

Mais uma vez, eu me senti coagida...

Queria poder dizer: - Me abrace! Me abrace e não me solte! É tudo ruim sem você.

Então, logo chegam os pensamentos como alertas.

E eu não consigo lhe olhar sem sentir medo das lágrimas que derramei.

Passa uma corrente, uma brisa fria e triste entre nós.

Passa um desejo, um sentimento de abandonar tudo e apenas vivermos juntos, mais uma vez.

E neste tempo todo, me senti vazia como você também disse sentir-se.

Procurei respostas em minha mente, porém nunca encontrei o motivo real para seus erros.

Preferi dizer que não era amor.

Tranquei dentro de mim este sentimento, não o demonstrei (...) Queria alimentar a raiva!

De nada resolveu. No fundo, não sei sentir o ódio. Não finjo tão bem assim (...)

Passei muitas tardes, olhando aquele quarto. Procurando você em algum canto.

Chorei várias noites antes de adormecer. Em todas elas, prometi que seria a última vez, a última lágrima.

E quantas vezes pensei em te ligar... Para dizer que você era passado, que não fazia parte de mim.

Apenas para ter a certeza de que eu estava forte no propósito de esquecer-te.

Joguei as lembranças ao vento. Mas elas sempre voltavam mais fortes, como um vendaval!

E neste tempo, mesmo sem ver-te, sem dirigir a palavra à você ... Eu o trouxe comigo.

Passei dias procurando detalhes, qualquer notícia que fosse.

Desejei sua felicidade e sua ruína.

Não sabia dizer o que era essa raiva inconformada. Ou não queria dizer.

Calei-me tantas vezes... Suportei o silêncio mais cruel.

Tudo por conta do medo. A decepção vinha de sobreaviso.

Descobri assim que, um dia você tem tudo!

Você sente amor, você respira amor. E tantos momentos de felicidade.. Ah! Quantos!

No outro, falta-lhe o chão, a coragem, a vontade. Sobra dor, tristeza sem fim.

E nesta corda- bamba eu vou equilibrando-me.

Procurando não cair em teus abraços... Ou tentando.

Traçando um horizonte novo, uma perspectiva verdadeira.

Ainda carrego sonhos e tenho pesadelos.

E há coisas que só o tempo poderá responder-me.

Como também, há coisas que só eu sei e não devo lhe dizer.



By: Larissa Lunelli 19:59 06/05/2013










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