Expectativas Contrárias
Estranhos estes olhos teus, me fitam de maneira tão envolvente. São eles tão íntimos, tão desconhecidos (...)
Você vem e bagunça meu mundo. Me arranca o que ainda sobrou; meu orgulho!
Você diz o quanto errou e admiti que eu sempre fui e serei o teu grande amor (...)
Ei, meu bem.. Por que você agiu daquela maneira?!
Mais uma vez, eu me senti coagida...
Queria poder dizer: - Me abrace! Me abrace e não me solte! É tudo ruim sem você.
Então, logo chegam os pensamentos como alertas.
E eu não consigo lhe olhar sem sentir medo das lágrimas que derramei.
Passa uma corrente, uma brisa fria e triste entre nós.
Passa um desejo, um sentimento de abandonar tudo e apenas vivermos juntos, mais uma vez.
E neste tempo todo, me senti vazia como você também disse sentir-se.
Procurei respostas em minha mente, porém nunca encontrei o motivo real para seus erros.
Preferi dizer que não era amor.
Tranquei dentro de mim este sentimento, não o demonstrei (...) Queria alimentar a raiva!
De nada resolveu. No fundo, não sei sentir o ódio. Não finjo tão bem assim (...)
Passei muitas tardes, olhando aquele quarto. Procurando você em algum canto.
Chorei várias noites antes de adormecer. Em todas elas, prometi que seria a última vez, a última lágrima.
E quantas vezes pensei em te ligar... Para dizer que você era passado, que não fazia parte de mim.
Apenas para ter a certeza de que eu estava forte no propósito de esquecer-te.
Joguei as lembranças ao vento. Mas elas sempre voltavam mais fortes, como um vendaval!
E neste tempo, mesmo sem ver-te, sem dirigir a palavra à você ... Eu o trouxe comigo.
Passei dias procurando detalhes, qualquer notícia que fosse.
Desejei sua felicidade e sua ruína.
Não sabia dizer o que era essa raiva inconformada. Ou não queria dizer.
Calei-me tantas vezes... Suportei o silêncio mais cruel.
Tudo por conta do medo. A decepção vinha de sobreaviso.
Descobri assim que, um dia você tem tudo!
Você sente amor, você respira amor. E tantos momentos de felicidade.. Ah! Quantos!
No outro, falta-lhe o chão, a coragem, a vontade. Sobra dor, tristeza sem fim.
E nesta corda- bamba eu vou equilibrando-me.
Procurando não cair em teus abraços... Ou tentando.
Traçando um horizonte novo, uma perspectiva verdadeira.
Ainda carrego sonhos e tenho pesadelos.
E há coisas que só o tempo poderá responder-me.
Como também, há coisas que só eu sei e não devo lhe dizer.
By: Larissa Lunelli 19:59 06/05/2013

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