
Há sempre um pouco mais em mim,
Dualidades que brigam por espaço,
Forças contrárias que me arrastam,
Por vezes, me deixam louca (...)
E todos os dias eu procuro o caminho,
Mas sempre encontro paisagens diferentes,
Venho criando cenários complexos,
Labirintos que nunca chegam ao fim.
Já estou ofegante e me sinto pequena,
Tão perdida quanto o tempo que não volta,
Sinto que me esqueci no meu próprio eu,
Que anceia por respostas sem conclusões (...)
É realmente uma bagunça tão grande,
Que não consigo mais disfarça- lá,
Ela é notável a qualquer olhar mais atento,
Mesmo assim, nenhuma opinião me basta.
Escrever tem sido a brevia solução encontrada,
Um meio de desabrochar o que está guardado,
Tentar compreender os alertas da mente,
Ou simplesmente, ecoar no silêncio da palavra.
E de tanto pensar, já não penso (...)
E de tanto amar, já não amo (...)
Tanto senti, que me tornei alguém vazio (...)
Tanto quis, que nada tenho além de mim.
By: Larissa Lunelli 18/05 ao 12:33 manhã
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