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quinta-feira, 1 de março de 2012

http://www.youtube.com/watch?v=I3Hb3TdTn0M&feature=g-vrec&context=G2dbe8d9RVAAAAAAAAAQ

Em tempos como estes, em tempos como aqueles, que há muito antes vi. Naquelas manhãs de escola, nas tardes infinitas e atrapalhadas... Eu era simples, eu era pureza e alegria. Eu ria da vida, de meus amigos, das desventuras do dia. Eu era pó, eu era nuvem, eu era chuva e era sol. Hoje sou nada, sou circo sem palhaço, amor sem flor, despedida sem choro nem abraço.
Eu sinto falta de minha alma genuína, da minha criança reprimida. E tudo a minha volta está girando, acredito que devo estar ficando tonta, cada vez mais, mais insana. E nem teus abraços agora tenho, sinto o cansaço me consumir. Eu preciso de uma vitamina contra dor, um remédio que cure mal de amor, eu preciso parar e respirar, eu quero sorrir e pedir pra você ficar.
Queria de repende esquecer de minhas preocupações, das contas e do natal. Fugir para um lugar distante, onde eu pudesse ser quem sou.
Ninguém precisaria gostar de mim, basta que me deixasse seguir e viver. Então, eu me sentiria liberta, assim como os Beatles se sentiriam entre uma tribo de índios em plena Amazônia. Seriam eles livres, poderiam quem sabe, voar. Longe da multidão, da invasão alheia, de casa e rotina cheia.
Preciso de espaço. De calma e confiança. De silêncio.
De vida sem lembrança. De recomeço. De sossego.
De esperança.
De teu amor em abundância.
De todos menos. Menos, de você.



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