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quinta-feira, 8 de março de 2012

Direção Contrária

Cala-se! Você não sabe o que diz.
Pára! Para quê fazer eu me sentir assim?
Sinto o afastamento,
Estamos longe, em outro momento,
Há uma imensidão aqui,
Nossas mãos se tocando friamente,
Nossos corpos passeando por outros de um jeito quente,
Você não compreende, nem consegue aprender.
E eu? Eu não posso lhe prender.
Esperando tudo passar,
Estamos beirando o precipício,
Brincando como se estivessemos no início,
Aguardando respostas tão cruéis,
Rasgando-nos ao meio,
Preparando o golpe certeiro.
Temos medo de admitir,
E por isso continuamos a mentir,
Levando nosso coração ao cansaço,
Querendo por toda lei juntar os cacos.
E no fim, quando chega o estopim...
O que sobrará de nós, dos sonhos
E das alegrias?
Até quando vamos escolher ser noite,
Por causa do medo de ver o dia...

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