Este blog é mais do que palavras formuladas, é uma forma de dar vida a sentimentos, pensamentos, idéias e pessoas. Nem todas as coisas aqui escritas dizem respeito a mim, mas talvez a muitos personagens com os quais você pode se identificar. Porque a vida imita a arte, e a arte imita a vida.
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Num Quarto de Hotel
Singularidades possuem muitas,
Esses, os quartos de hotel...
Em cada ser que por ali passa,
Fica um fio de cabelo,
Um pouco de vinho na taça.
Nestes ambientes,
Inúmeras variantes,
Loucos viajantes,
Pervertida mente...
Você entra,
Senta-se,
Espera,
A voz do silêncio eclode...
Estamos sós!
Ah! Não! As paredes!
Elas guardam os segredos,
Colocam tudo debaixo do tapete,
Lavam as mãos.
De repente vem o sono,
Tenta entrar pela porta,
Opa! Não há espaço!
Espere! Na minha cara não!
Que nada...
A gente quer saber de folia,
Adrenalina,
Corda rápida de violão...
Fechar o olho, só se for pra morrer de paixão!
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Profundo Olhar
Era tarde, a imensidão do céu já havia escurecido e o velho sol ido dormir...
As ruas da cidade ganham aspectos diferentes ao anoitecer...
Tudo se ilumina, desde a primeira até a última das esquinas,
Mas permane a névoa, uma sombra que parece engolir toda luz.
Dentre os holofotes dos centros de compra, das pessoas que caminham,
Havia uma moça, quem sabe ainda uma menina...
Ela passava despercepida, estava naquele dia um tanto triste,
Perdida em longos pensamentos.
Era excêntrica; talvez a vestimenta por completo negra revela-se uma alma dolorida.
Então, caminhava ela, sozinha como já era de rotina.
Cabelos soltos, olhos fixos, pele alva e uma ponta de mistério em cada passo.
Ao dobrar um corredor...
Observa um rapaz, possuia características semelhantes a sua,
Porém, não foi este fato que instigou-lhe à atenção.
Foi algo diferente, quase magnético, de repente intuitivo....
Seus olhos ficaram presos naquele ser, que nunca havia visto,
E mesmo assim, parecia-lhe próximo, íntimo até.
Ele parecia distraído, olhando para alto, como fosse capaz de roubar um pedaço de lua...
Mas correspondeu; no mesmo momento aqueles estranhos olhares se cruzaram.
Assim permaneceram, acompanhando com as pupilas a imagem que viam, um do outro.
Enquanto isso, pessoas passavam desapercebidas, cativas pela essência capitalista.
A moça dobrou ao fim do corredor, mas virou-se ainda a tempo de ver aquele rosto mais uma vez.
Coincidente ou não, o rapaz fazia a mesma coisa, olhares tímidos, desviaram.
Aquela lembrança não mais saiu da mente desta jovem,
Ela não entendia, mas nada parecido havia-lhe acontecido até aquele momento.
E muito tempo passou, correram as horas e os dias.
Ela não mais o viu...
Até que por irônia do destino, aquele moço reapareceu, de modo extremamente distinto.
Não obstante, passou a ser amigo daquela que agora era uma mulher.
E desta relação, nasceu desejo, admiração e carinho, acabou por brotar amor.
Agora estas duas almas não trocam apenas olhares...
Dividem segredos, angústias, sonhos, risadas, momentos, estes que poderiam ser eternos.
Encontram-se em beijos acalorados, carícias, abraços apertados e sorrisos de amor.
São dois jovens, cada um com sua história, como são dois rios ...
Em cada um, águas diferentes passaram, mas acabam por desaguar em mesmo mar.
Assim é, o amor não escolhe quem, onde e como...
Porém sempre junta as almas que precisam se encontrar.
A vida é um mistério, mas vale a pena ser vivida.
Principalmente quando você esbarra com pessoas como esta que achei.
Essa moça sou eu,
Este alguém é você,
E agora somos nós dois.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Me Encontrei em Você
Andei, andei e por muito tempo sozinha;
Numa dessas estradas vazias,
Na mais solitária de todas, te achei...
Digo que achei, porque sempre o procurei,
Só não sabia que você era exatamente o que eu queria,
Só não entendia como poderia eu, amar tanto alguém...
Dizem alguns que me acostumei,
Mas acredito mesmo que sempre o almejei,
Esse meu mundo tão bagunçado, estava sem ti, sem lei...
E se amanhece o dia e não te encontro,
Passo a tarde, pensando em como fazer o retorno,
Em como trazer o pensamento pra junto do corpo...
E tudo que você me dá é muito, mas não é o bastante,
Não por ti, mas por mim; sou novata, aspirante,
Não aprendi como querer pouco de alguém com coração gigante...
Ensina-me a dividir-te ou te roubo,
Te levo pra sempre, de escondo,
Te cravo na minha pele e não arranco...
Não sei fazer diferente,
Não sei separar meu eu do seu,
Porque eu não seria sem antes você ser.
Numa dessas estradas vazias,
Na mais solitária de todas, te achei...
Digo que achei, porque sempre o procurei,
Só não sabia que você era exatamente o que eu queria,
Só não entendia como poderia eu, amar tanto alguém...
Dizem alguns que me acostumei,
Mas acredito mesmo que sempre o almejei,
Esse meu mundo tão bagunçado, estava sem ti, sem lei...
E se amanhece o dia e não te encontro,
Passo a tarde, pensando em como fazer o retorno,
Em como trazer o pensamento pra junto do corpo...
E tudo que você me dá é muito, mas não é o bastante,
Não por ti, mas por mim; sou novata, aspirante,
Não aprendi como querer pouco de alguém com coração gigante...
Ensina-me a dividir-te ou te roubo,
Te levo pra sempre, de escondo,
Te cravo na minha pele e não arranco...
Não sei fazer diferente,
Não sei separar meu eu do seu,
Porque eu não seria sem antes você ser.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Somente Com Você
Com você aprendi a partilhar,
A me entregar,
Deixar - se ser amada e amar
Com você eu descobri o que felicidade,
Encontrei o amor de verdade,
Compreendi o que é mostrar-se sem vaidade,
Você apresentou-me o outro lado da vida,
Enche-me de alegria,
Achei em ti, minha dádiva perdida,
Tu és meu sol,
Nesse farol,
Que espera todo dia por tua vinda,
E sente tua falta antes mesmo da partida.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Por favor...

Por favor, não me chame mais de baby,
Não me diga que eu sou seu tudo,
Não me convide para dormir em sua cama,
Não quero mais compartilhar da sua vida, nem quero estragar-lhe a fama...
Por favor, se passares por mim finjas que não me conhece,
Fire a cara se preciso for,
Esquece que um dia fui teu amor,
Vá e não olhe, por favor...
Peço-lhe também que tires meu retrato do teu quarto,
Apague meu substrato,
Tira de ti o embaraço,
Esqueça de mim, pobre bagaço que sou...
Por favor, repito novamente,
Ouça essa gente, acho mesmo que sou uma demente!
Nem te longe mereço teu afago, teu abraço e teu calor,
Transformei tudo que me deste em dor por dor...
Por favor, por mais que sentires a maior vontade deste mundo,
Não me ligue, apague eu de ti como o vento leva o pó,
Como a última nota da nossa canção que aparece só,
Como um laço fortemente amarrado, impossível de se desfazer o nó...
Por favor, faça tudo isto que vim lhe falar,
Do contrário, Não poderei disfarçar...
Por que meus olhos vão brilhar e meu coração disparar,
Quando tua imagem ainda que eu sonho, me encontrar.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Palavras...Ah! Essa velhas palavras
Nesses tempos insanos, um tanto difíceis talvez, o que me restaram foram elas; as palavras...
Em cada pedacinho minúsculo do meu ser, carrego comigo essas velhas amigas. Elas me aproximam da realidade de meu ser, elas me trazem de volta a vida.
E em cada rua por onde ando, a cada quadra, lá estão elas me acompanhando...
As palavras as vezes fogem de mim, se escondem no meu ser; fazem-se de bobas! Mas, eu sei, elas continuam lá, num silêncio gritante.
Todas as pessoas se foram, vejo-me sozinha mas, ainda sinto o consolo presente, olho ao lado e o que vejo? Papel e caneta... Mãos a obra!
E enquanto minhas lágrimas correm eu ainda posso sonhar, por que as palavras me levam pra longe, fazem fluir meus desejos secretos, levam-me para um mundo onde a imaginação é o rei, o soberano o imortal.
Com as palavras posso ser rude o quanto for preciso, posso gritar, posso pedir socorro, posso viver de alegria ou morrer em meio à tristeza... Elas nunca dirão nada que eu não queira dizer, pelo menos é o que espero.Elas jamais me limitam, dão-me a liberdade que preciso pra viver.
As palavras tem me mantido em pé, tem salvado meu ser do calvário; minhas confidentes...
As palavras choram comigo de saudade, as palavras gritam comigo na dor, as palavras pedem perdão ao meu lado quando erro, as palavras revelam o "eu te amo" mais profundo do meu ser, as palavras pedem "fique!" quando preciso de colo,carinho e atenção.
As palavras nunca me traem, por que sempre sei exatamente o que quero dizer; as vezes as palavras ficam sufocadas e caladas, mas ainda estão ali e eu sei disso.
As palavras podem ser desviadas pela nossa mente quando à transferimos para a fala, mas a essência dela é inevitavelmente, o coração.
Por isso, a palavra usada para manipular uma terceira pessoa, mostra o coração perverso e a palavra simples, porém verdadeira, mostra a grandiosidade de um ser (...)
Em cada pedacinho minúsculo do meu ser, carrego comigo essas velhas amigas. Elas me aproximam da realidade de meu ser, elas me trazem de volta a vida.
E em cada rua por onde ando, a cada quadra, lá estão elas me acompanhando...
As palavras as vezes fogem de mim, se escondem no meu ser; fazem-se de bobas! Mas, eu sei, elas continuam lá, num silêncio gritante.
Todas as pessoas se foram, vejo-me sozinha mas, ainda sinto o consolo presente, olho ao lado e o que vejo? Papel e caneta... Mãos a obra!
E enquanto minhas lágrimas correm eu ainda posso sonhar, por que as palavras me levam pra longe, fazem fluir meus desejos secretos, levam-me para um mundo onde a imaginação é o rei, o soberano o imortal.
Com as palavras posso ser rude o quanto for preciso, posso gritar, posso pedir socorro, posso viver de alegria ou morrer em meio à tristeza... Elas nunca dirão nada que eu não queira dizer, pelo menos é o que espero.Elas jamais me limitam, dão-me a liberdade que preciso pra viver.
As palavras tem me mantido em pé, tem salvado meu ser do calvário; minhas confidentes...
As palavras choram comigo de saudade, as palavras gritam comigo na dor, as palavras pedem perdão ao meu lado quando erro, as palavras revelam o "eu te amo" mais profundo do meu ser, as palavras pedem "fique!" quando preciso de colo,carinho e atenção.
As palavras nunca me traem, por que sempre sei exatamente o que quero dizer; as vezes as palavras ficam sufocadas e caladas, mas ainda estão ali e eu sei disso.
As palavras podem ser desviadas pela nossa mente quando à transferimos para a fala, mas a essência dela é inevitavelmente, o coração.
Por isso, a palavra usada para manipular uma terceira pessoa, mostra o coração perverso e a palavra simples, porém verdadeira, mostra a grandiosidade de um ser (...)
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