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terça-feira, 6 de julho de 2010

Palavras...Ah! Essa velhas palavras

Nesses tempos insanos, um tanto difíceis talvez, o que me restaram foram elas; as palavras...
Em cada pedacinho minúsculo do meu ser, carrego comigo essas velhas amigas. Elas me aproximam da realidade de meu ser, elas me trazem de volta a vida.
E em cada rua por onde ando, a cada quadra, lá estão elas me acompanhando...
As palavras as vezes fogem de mim, se escondem no meu ser; fazem-se de bobas! Mas, eu sei, elas continuam lá, num silêncio gritante.
Todas as pessoas se foram, vejo-me sozinha mas, ainda sinto o consolo presente, olho ao lado e o que vejo? Papel e caneta... Mãos a obra!
E enquanto minhas lágrimas correm eu ainda posso sonhar, por que as palavras me levam pra longe, fazem fluir meus desejos secretos, levam-me para um mundo onde a imaginação é o rei, o soberano o imortal.
Com as palavras posso ser rude o quanto for preciso, posso gritar, posso pedir socorro, posso viver de alegria ou morrer em meio à tristeza... Elas nunca dirão nada que eu não queira dizer, pelo menos é o que espero.Elas jamais me limitam, dão-me a liberdade que preciso pra viver.
As palavras tem me mantido em pé, tem salvado meu ser do calvário; minhas confidentes...
As palavras choram comigo de saudade, as palavras gritam comigo na dor, as palavras pedem perdão ao meu lado quando erro, as palavras revelam o "eu te amo" mais profundo do meu ser, as palavras pedem "fique!" quando preciso de colo,carinho e atenção.
As palavras nunca me traem, por que sempre sei exatamente o que quero dizer; as vezes as palavras ficam sufocadas e caladas, mas ainda estão ali e eu sei disso.
As palavras podem ser desviadas pela nossa mente quando à transferimos para a fala, mas a essência dela é inevitavelmente, o coração.
Por isso, a palavra usada para manipular uma terceira pessoa, mostra o coração perverso e a palavra simples, porém verdadeira, mostra a grandiosidade de um ser (...)